quinta-feira, 18 de junho de 2009

Jornalistas devem ser indenizados pelo Estado brasileiro

No Brasil, a profissão de jornalista foi regulamentada em 1969. Por causa dessa
distinção, ano após ano, milhares de jovens procuraram o curso nas faculdades
federais e particulares por acreditarem que se tratava de uma profissão com futuro
promissor.
Entretanto, em 17 de junho de 2009, essa crença foi derrubada pela mais alta corte
de (in ?) Justiça brasileira, o Supremo Tribunal Federal. Oito dos nove ministros do
STF presentes ao julgamento em Brasília decidiram que ninguém precisa frequentar os
bancos universitários para se tornar jornalista. O diploma deixou oficialmente de
ser uma exigência para se ingressar no mercado jornalístico do Brasil.
De concreto desse julgamento ficou a certeza que os milhares de profissionais de
jornalismo detentores do diploma foram enganados pelo Estado brasileiro. Afinal, se
soubessem que 40 anos após a regulamentação da profissão o diploma valeria tanto
quanto uma nota de cruzeiro, os profissionais certamente teriam investido tempo e
dinheiro dispendidos na formação universitária em outros cursos, viagens, carros,
imóveis.
Atualmente, em média, se paga R$ 600 por mês pela graduação em jornalismo. Em quatro
anos, apenas com mensalidades, cada universitário gasta quase R$ 30 mil. Mas há
ainda os outros gastos embutidos na formação, como livros, transporte, alimentação,
etc. Com a decisão do STF de invalidar o diploma, todo esse investimento feito por
milhares de brasileiros que acreditaram na Lei que regulamenta a profissão de
jornalista, foi literalmente jogado no lixo.
Portanto, é plausível supor que muito em breve os tribunais brasileiros serão
inundados de ações indenizatórias propostas por jornalistas lesados pela decisão do
Supremo Tribunal Federal. Dada a morosidade do judiciário, muito provavelmente esses
processos deverão se arrastar por 20, 30 anos nas várias esferas de justiça até que
a razão volte a prevalecer no judiciário. E, então, nesse dia, os jornalistas que
hoje são perseguidos pela estupidez dos juízes, terão direito a gordas indenizações
do Estado brasileiro.
A parte chata de toda essa história é que a fatura de tanta irresponsabilidade, como
sempre, será paga pelo povo. O mesmo povo que hoje é obrigado a pagar pelos excessos
da ditadura militar deverá assumir a conta dos excessos da ditadura judiciária.
Pobre Brasil, falta muito para se tornar um país sério!

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